MOLEQUE BABACA


Achei esse vídeo legal e interessante, ver o ponto de vista sobre a educação de um outro 'ângulo' faz a gente pensar no que realmente é 'necessário' aprender e também repensar a opinião dos alunos sobre o que eles querem conhecer, saber, pesquisar, etc. :)

Laís Ranielle S. Andrade

A PALMADA EDUCA


Num dia ensolarado, no ano de 2009, de repente, um neto chutando as canelas de seu avô porque ele disse que não tinha dinheiro para comprar um determinado brinquedo. Então o idoso gritou:

- Meu neto , por favor , se comporte ...

- Senão darei umas boas palmadas !

Na esquina, estava passando uma perua , toda enfeitada , que ao ver a cena, saiu correndo em direção ao ancião e exclamou:

- Se o senhor bater neste garoto , eu chamarei a polícia !

- Olhe o tamanho dele e olhe o seu!

O velhinho sentiu – se envergonhado , pegou o menino pela mão e continuou o seu caminho .

Naquele instante um rapaz com pena do idoso , vai em direção da mulher braba e pergunta :

- Qual é a profissão da senhora ?

Ela respondeu : - Psicóloga !

Então o rapaz disse : - Só poderia ser !

- Se bem que eu tenho nada contra psicólogas ...

- Mas a senhora não ficou com pena daquele ancião ?!

- Sabia que o neto faltou com o respeito com ele e por isto o velhinho quis dar umas boas palmadas educativas ?

A psicóloga , dando as costas para ele, gritou : - Gosta de velhos ?!

- Então leve para casa !

O rapaz berra: - Continue incentivando pequenos marginais como este , que daqui a pouco a senhora pode ser assaltada , ou , morta por um !

Luciana do Rocio Mallon

http://textolivre.com.br/artigos/21127-reflexoes-sobre-a-palmada-educativa

Laís A. Sousa

Falsa Questão - Site CartaCapital.


Gente, o texto é um pouquinho extenso, mas vale a pena ler, já que já foi postado uma reportagem aqui no Blog mostrando a versão mais aceita da polêmica travada a partir de um livro distribuído nas redes publicas de ensino para o ensino básico e eja retratando sobre a variação linguistica.

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Mais uma vez um livro didático foi alvo de polêmica. Uma notícia divulgada pelo portal IG, por meio do blog Poder On Line, afirmou: o MEC comprou e distribuiu um livro que “ensina a falar errado”. Em jornais, emissoras de tevê e meios eletrônicos o livro, seus autores e o próprio MEC foram crucificados. Colunistas renomados esbravejaram. É um livro “criminoso”, atestou Clóvis Rossi, na Folha de S. Paulo. Dora Kramer, no Estadão de terça-feira, aproveitou para atacar Lula: “Tal deformação tem origem na plena aceitação do uso impróprio do idioma por parte do ex-presidente Lula, cujos erros de português se tornaram inimputáveis, por supostamente simbolizarem a mobilidade social brasileira.” Poderíamos nos perguntar o que Glorinha Kalil pensa do assunto, mas vamos nos ater aos fatos.

O livro em questão é o Por Uma Vida Melhor e faz parte da coleção Viver, Aprender, organizada pela Ação Educativa, uma ONG que há 16 anos promove debates e atua em projeto de melhoria educação e políticas para a juventude. Foi distribuído para 4.236 escolas e é destinado, frise, para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) – mais para frente ficará claro o porquê. Seus autores são Heloísa Ramos, Cláudio Bazzoni e Mirella Cleto. Os três, professores de língua portuguesa, autores de livros didáticos e estudiosos do tema variação linguística.

A polêmica midiática partiu da reprodução de trechos como: “Você pode estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar os livro?’. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico”. Reproduzidos assim, descolados de um contexto, parece mesmo que a orientação era mandar às favas a língua portuguesa. Mas não é bem isso. Faltou uma leitura mais atenta, ou, pior, faltou ler a obra. O capítulo em questão, ao menos (clique aqui para ler).

Tanto é que foram repercutidas as mesmas poucas frases, retiradas de 1 dos 16 capítulos do livro. Embora o título seja auto-explicativo, Escrever é diferente de falar, vale reproduzir a proposta descrita na introdução: “Neste capítulo, vamos exercitar algumas características da linguagem escrita. Além disso, vamos estudar uma variedade da língua portuguesa: a norma culta. Para entender o que ela é e a sua importância, é preciso conhecer alguns conceitos.” Os trechos pescados pela imprensa estavam no tópico: “A concordância das palavras”. Ali, discute-se a existência de variedades do português falado que admitem que o primeiro termo de um grupo nominal indique se a frase é singular ou plural. O exemplo: “Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado.” Em seguida, reescreve-se a frase na norma culta: “Os livros ilustrados mais interessantes estão emprestados”.

Ou seja, os autores do livro mostram aos alunos do EJA, adultos que já carregam uma bagagem cultural construída pela vivência e por suas experiências educativas, que este modo de falar é correto linguisticamente, por se fazer comunicar, mas não é aceito gramaticalmente. Explica-se: a linguística é uma ciência em busca de conhecimentos sobre a língua. A gramática não é cientifica, é um conjunto de normas. É, portanto, uma parte importante, mas não representa todo o saber da língua.

A confusão está, em parte, no fato de se pretender apartar a teoria linguística do ensino da língua, como se a escola devesse parar no tempo e não deixar entrar nenhum avanço científico relativo à língua materna. “Isso sim é uma irresponsabilidade, um crime”, devolve Cláudio Bazzoni, um dos autores do livro.

Não se fala aqui de uma ciência inventada ontem. Com base em estudos antigos, os linguistas mostram que a língua é um sistema complexo, muito maior do que um conjunto de normas, que muda pela história e é determinada por práticas sociais. Sírio Possenti, professor do departamento de lingüística da Unicamp, explica: “Para um linguista, o conceito de certo e errado não tem sentido. Seria como um botânico achar que uma planta está errada. Para ele, a questão é quais são as regras em cada caso”. Posto que as noções de certo e errado têm origem na sociedade, não na estrutura da língua, ele completa: “É certo o que uma comunidade considera certo. E essa avaliação muda historicamente. Um exemplo: a passiva antiga do português se fazia com de: ‘será de mim mui bem servida’. Está na Carta de Caminha. Hoje, se faz com por.”.

A sociedade, no caso, os jornalistas – até mais que os normatistas – condenaram um tipo de conteúdo, a variação linguística, que faz parte há mais de quinze anos dos livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado, avaliados e aprovados pelo MEC. Estão, portanto, mal informados. Como ressalta o professor da Universidade de Brasília Marcos Bagno, em artigo publicado no site de Carta Capital: “Nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua… Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento”.

Pelo visto, nem tudo que parece é óbvio. Possenti resume bem o imbróglio: “Bastaria que se aceitasse que as línguas não são uniformes, o que é um fato notório, bastaria as pessoas se ouvirem”. Fica aí a dica para quem, como o jornalista Alexandre Garcia, em comentário irado sobre o livro que “ensina a falar errado”, começou a frase com “Quando eu TAVA na escola”…


retirado de http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/falsa-questao
Tainá Peixoto.

A Palmada educa

Os pais e mães de hoje que viveram com intensidade a liberação dos costumes nos anos 60 e 70 estão tendo dificuldade em educar seus filhos. Muitos deles simplesmente não sabem se devem disciplinar as crianças . Não sabem quando dizer não , ou mesmo se devem fazê-lo. Isso ocorre por que associam autoritarismo a educação. Só que disciplina é fundamental na criação dos filhose , em alguns casos,pode-se e deve-se recorrer às tradicionais palmadas como meio de educar.
O problema é mais grave do que parece. Para que a criança aprendaa viver em sociedade, ela necessita que os pais lhe mostem os limites , as fronteiras entre o certo e o errado. Quando eles não o fazem , a criança se torna instável e insegura. Esse comportamento frouxo não faz com que lea ame mais os pais. Ao contrário, ela os amará menos, porque começará a perceber que não lhe deram estrutura , se sentirá menos segura, menos protegida para a vida. Muitos pais até tentam delimitar as ações dos filhos, mas ficam com sentimento de culpa quando proíbem algo. Essa atitude ambígua dos pais tem contribuido para provocar o stress infantil pode ser o ponto de partida para a desestruturação familiar. Na verdade, pessoas que não deixam claro para seus filhos o que eles podem ou não fazerestão deixando de cumprir o papel de pais.
O castigo físico é visto com preconceito. è claro que a crueldade e a palmada a torto e a direito devem ser evitadas. mas, quando a criança começa a engatinhar ou andar e passa a mexer em tudo, uma palmada na mão será mais eficiente do que repetir mil vezes a mesma advertência. O recurso do castigo físico deve ser usado raramente. Quando a vida do pequeno está em risco, por exemplo. Se a criança está aprendendo a atravessar a rua we insiste em cruzá-la sem respeitar o sinal, ela deve receber uma palmada.

Lev Vygotsky


Pensador importante em sua área, foi pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida. Veio a ser descoberto pelos meios acadêmicos ocidentais muitos anos após a sua morte, que ocorreu em 1934, por tuberculose, aos 37 anos.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Lev_Vygotsky


Laís A. Sousa